Energia fica mais barata e custo de vida tem deflação em São Paulo
O custo de vida do paulistano registrou deflação de 0,30% em julho, ante alta de 0,15% em junho e de 0,63% em maio, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgados hoje. A queda foi puxada pelo barateamento da energia elétrica.
Dois grupos de despesas pressionaram o ICV (Índice de Custo de Vida): Alimentação, que teve alta de 1,04%, e Despesas Pessoais, cujos preços subiram 1,40%. Juntos, os dois contribuíram com 0,32 ponto percentual no cálculo da taxa de julho.
Assim como registraram outros índices de inflação (IGP-DI e IPC, da Fipe), as carnes (alta de 3,75%), aves e ovos (2,73%) e leite (7,96%) pressionaram a taxa geral.
Por outro lado, outros dois grupos colaboraram com a queda da inflação. Habitação, com a queda da energia elétrica, retraiu 2,08%, e Transporte, por causa dos baixos preços dos combustíveis, caiu 0,82%.
A inflação dos alimentos afeta mais as famílias com menor nível de rendimento, enquanto a queda nos preços dos combustíveis beneficia os proprietários de veículos, que de um modo geral apresentam maior poder aquisitivo.
Considerando o movimento do ICV (Índice de Custo de Vida) por classes sociais, o Dieese aponta que a deflação foi menor para a população de baixa renda e com rendimentos mais altos.
Para as famílias com renda média mensal de R$ 377,49, o Dieese apurou queda de 0,28% nos preços, abaixo da média geral. No grupo de renda intermediária, em torno de R$ 934,17, o ICV do mês passado ficou em -0,32%, acima da média. Já as famílias de maior poder aquisitivo, com ganho médio de R$ 2.792 ao mês, viram deflação de 0,29%.
Os demais grupos apresentaram as seguintes variações: Equipamento Doméstico (-0,34), Vestuário (-0,65), Educação e Leitura (0,00), Saúde (0,23), Recreação (0,64) e Despesas Diversas (-0,48).
Com o resultado de julho, o ICV do Dieese acumula no ano alta de 2,31%. Em 12 meses, de agosto de 2006 até o sétimo mês de 2007, a taxa atinge 4,33%.